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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010


Alguns devem se perguntar o porquê dessa postagem não ter título, e o motivo da foto ao lado ser apenas uma hachura, pois bem, hei de justificar a presença, ou melhor a ausência dos elementos comuns em minhas postagens, é devido a temática que irei abordar: o NADA.

Nada, o maior dos exemplos das controversias humanas - os opostos. Bem, se não houvesse o tudo, não haveria o nada, mas no final das contas, o que é o nada?
Para alguns filósofos clássicos, como: Kant, que define o nada como a ausência de qualquer coisa, então do próprio problema, e Sartre, que trata o nada como oposição ao ser, que é o existir de algo, isso se tornou um grande problema, ou melhor um pseudoproblema, afinal de contas o nada é um conceito usualmente utilizado para descrever a ausência de qualquer coisa, pseudo é utilizado para aquilo que parecer ser mas não é.

Sejamos ciente, se não existisse o ser, em análise filosófica, não existiría o nada, em contrapartida, o nada é a própria inexistência do ser, então como chegar a conclusão do que é o nada?

Algo bastante curioso, é a questão do nada no senso comum, ao perguntarmos a alguém, o que ela está pensando, muitas vezes obtivemos como resposta: "Nada". Como não pensar em nada? Nesse caso, o nada é a própria existência do ser, haja vista que para René Descartes pensar é existir, então, como existir e nada - como inexistencia do ser, podem figurar na mesma oração? - Simples, no caso do senso comum, encaramos o nada como tudo, ou pelo menos como parte do tudo.

Mas para a filosofia, o ser e o nada é muito mais complexo do que se pode imaginar, nada muitas vezes pode ser algo, ou pode ser a mera inexistência total do ser, como diz Sartre.
Mas na verdade, enrolei, enrolei e não defini o que é o nada.
Não esperam que eu, um mero iniciante a filósofo, vá decifrar um problema desses, posso apenas contribuir estigando leitores como vós, a refletir sobre o nada, ai se alguém lhe perguntar o que está pensando, poderá com toda a certeza dizer, no NADA, ou TUDO.

Espero uma análise sobre o tema.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Nós versus eles.


Isso sempre acontece comigo, estive falando de algo em uma postagem anterior, mas detalhadamente sobre o Ser ou não ser, e lendo a um livro hoje de manhã, vi que já haviam pessoas que tocavam na mesma linha de raciocínio que eu, e existe um ramo na sociológia que estuda sobre isso que abordei e é denominada "consciência coletiva" na qual diz que todos os nosso hábitos estão intercalados aos pensamentos de outras pessoas, por exemplo, usarei o mesmo que o autor : se estás em um grupo onde as pessoas se cuidam, ou leem livros sobre determinados assuntos, você estará predisposto a fazer as mesmas coisas desse grupo, e se tentarmos modificar isso estaremos entrando na "sombra" o chamado "Nós versus eles", Carl Gustav Jung, fundador da psicologo analitica, caracteriza isso de "inconsciente coletivo" - particularmente prefiro acreditar no "incosciente coletivo" de Jung.

Uma outra coisa que é interessante, e que é obvio, é claro se pararmos para pensar profundamente, estamos ligados aos outros por uma linha invisível que nos amarra de uma certa forma ao pensamento do outrem, porém isso tudo só é possivel justamente por uma molécula chamada DNA, e que faz com que esse processo seja mais notadamente entre pessoas de laços mais próximos, não eximindo uma outra pessoa distante de que isso possa acontecer, até mesmo porque somos seres de mesmas origens: Homo Sapienses.

Relacionado a espécie, tem uma outra coisa interessante que ao ler consegui compreender - mas infelizmente o autor levou para uma outra leitura - existe no cerébro humano, uma grande parte chamada córtex, que nos permite discernir; o amor e à compaixão e a religião nasceu no córtex, junto com o conceito de céu e inferno, fazendo uma comparação com o Neandertal essa parte do cérebro é bem maior do que o do Sapienses, no entanto o Neandertal não conseguiu nem se quer diminuir o tamanho de sua lança em contrapartida o Sapienses conseguiu aprimorar a escrita e a matemática, ai fica a questão, quanto mais os homens se prendem a essas faculdades:compaixão, religião, Deus... o quão será que eles conseguirão evoluir?

É claro que o autor não levou para esse viés, infelizmente, mas na minha humilde concepção o ser humano que se prende a esses preceitos estarão fadados a viver sem que possam evoluir psicologicamente, existe uma coisa que é muito fácil de compreender, porém poucos abrem os olhos, que é o contrário, e o contrário não necessáriamente tem que ser ruim, e sim temos que analisar de forma suscinta, que inclusive Aristotéles diz que o ser ético por natureza é aquele que consegue conviver paulatinamente com os contrários, não sendo nem muito bom nem muito mal.

E por fim, cheguei a uma conclusão, que na verdade já havia identificado-a, que não é ruim ser influenciado por diversas formas de pensar, e que seremos o ser nos outros, isso é uma coisa que nasceu a bilhões de anos atrás, quando o ser humano começou a evoluir, como diz Richard Dawkins - é o gene egoista que nos proporciona esse pensamento, e sempre irá nos fazer ser ( é claro que isso é uma interpretação pessoal de o "Gene Egoísta").

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Somos aquilo que queremos ser ou aquilo que pensamos ser?

Ser! Aquilo que não sabemos se somos.
Quantas vezes já paramos para pensar no que fazemos, e o porquê fazemos, se somos ou não somos um ser autêntico. Geralmente as respostas não veem de imidiato, mas logo quando recobramos a faculdade da razão, as vezes nem recobramos, conseguimos perceber que aquele quem fez, nada mais é do que o que pensamos ser, e o que pensamos ser, nem sempre é o que queremos ser. Então, na verdade, o que somos? Ou será que somos? Eis a questão!

Essa é uma pergunta secular, até Hamlet, o príncipe da Dinamarca - segurando a caveira de Yorick fez essa pergunta - na trama de Shakespeare, e tantos outros também já a fizeram, talvez nem inspirados no príncipe, mas mesmo assim a fez e tenho quase certeza de que você já parou para fazer essa mesma pergunta pelo menos uma, ou mais vezes.
Quase sempre todas as coisas que fazemos não somos os verdadeiros autores, mas o que importa é que somos motivados a fazer, e essa motivação quase sempre nos proporciona um estado de conforto, muitos nem sabem que aquilo não é natural do ser que eles são, se é que são algum, mas, os que sabem insistem em continuar fazendo algo que não são, talvez pelo conforto que proporciona, ou talvez não.

Mas dificilmente conseguimos ser 100% nós mesmos, temos que nos contentar em ser o que somos, seja lá o que somos, querer ser ou querer não ser é uma questão muito distante do universo humano, sempre somos condicionados a ser o que não somos, mesmo que inconcientemente, e tentar modificar isso é continuar não sendo nós mesmos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Ser autentico da ética

Para o homem ser livre ele tem a necessidade de se abdicar de Deus, só assim o homem teria a visão do valor moral. Pois seria audacioso em desafiar a moral imposta pela religião mais claramente imposta pela lei divina, e colocar-se a mercê da moral criada pelo próprio ser. Imaginamos uma pessoa isolada socialmente, será que ela teria a faculdade da apreciação? E onde estaria a dignidade do ser? Logo o ser não teria dignidade, nem divina, nem familiar, nem patriótica. Partindo dessa visão, o ser seria livre, chegaria a se aproximar do super-homem (nietzscheriano), pois, em nenhum momento estaria intrigado as quatro preocupações impostas por Nietzsche, e assim criaria sua própria moral, sem influencias divinas, sociais e políticas.

Moral ou Imoral?


Toda ação moral deve partir do pressuposto de que haja prazer, sendo assim, a ação só passa a ser moral, pelo fato do sujeito que pratica a ação sentir prazer em fazê-la. Vejo da seguinte forma: Uma ação pode ser julgada moral ou imoral, não pelo fato de ser boa ou ser ruim, e sim pelo fato de o ser que pratica sentir prazer em fazê-la. Por exemplo: se uma pessoa resolve matar outra, na maioria das vezes, ela tem ciência de seus atos, e se mesmo assim a praticou é porque sente prazer em fazer o mal, logo seria ético para ela. No outro lado da “moeda” as pessoas que perderam um ente querido, não sentiram prazer em perdê-lo, logo a ação seria julgada imoral pelos mesmos.
Vejo que o julgamento de moral e imoral, parte do ponto referencial, de que é analisada tal ação.
E para alcançar a ataraxia(ausência de qualquer preocupação) o individuo só precisa desligar-se do julgamento divino, da política vigente e do medo ardente da morte. Partindo dessa visão, um determinado ser tem o medo de ser julgado por Deus, sendo assim, ele não vive do “luxo” de se sentir prazer em determinadas ações.

Deus Realmente Nos Deu Liberdade?


A liberdade é essencial para se ter a moral própria, sem se preocupar com a divindade. Pois tais conceitos de certo, de errado, de bom e de mal, são alienantes, partindo da visão teológica. Por se preocupar com julgamentos divinos, o homem não se dá o luxo da liberdade e se deixa aprisionar pelas forças divinas, deixando-se colocar a venda que não permiti olhar para os lados e só consegue enxergar o que está a sua frente. Portanto, é alienado, é aprisionado na caverna novamente. A liberdade é essencial para uma filosofia moral, pois parte dela o desafio, a ruptura da venda, a saída da caverna, e conseqüentemente a visão do que é bem e mal segundo o próprio conceito de moral partindo da visão humana.