quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Apenas Mais Uma De Amor

Lulu Santos

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subetendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz

É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontece

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Niguém precisa saber

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido



Se tivesse lembrado dessa música na hora, teriamos resolvido muitos de nossos problemas, mas infelizmente as coisas são como são, e o tempo nos ensinará a verdadeira razão de um dia termos estado juntos.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Retrospectiva breve.


Hoje na casa de um amigo esperando ele chegar, avistei duas crianças brincando, uma era irmã dele, a outro acredito ser prima, e consegui vê a felicidade que aquelas crianças sentiam em se balançar em uma cadeira.

Lembrei-me do tempo em que era criança, não existiam preocupações, mas sim projeções para um futuro.

Acredito que todos já passaram por isso, tentar ser alguém:

1º Tentei ser Cantor, pior que eu cantava bem nessa epóca, tinha uns 7 a 8 anos, comecei ganhando um prêmio na escola onde estudava, não fui adiante, no mesmo ano tentei aprender violão, contava com a ajuda do meu primo, mas também não foi à frente.

2º Tentei ser Jogador de Futebol, também não obtive muitos resultados, me inscrevi em uma escolinha de futsal perto de casa, não deu muito certo, descobri que meu esporte é Xadrez mesmo.

3º Tentei ser ator, comecei fazendo teatro no grupo de jovens de uma igreja, minha mãe dizia que eu era beato, nesse eu fui mais longe, cheguei a participar de várias peças de teatro, ganhei papel principal em uma que apresentei no Teatro das Bacabeiras, foram 5 anos de teatro, até pensei que fosse realmente o que eu queria, só que tive que parar para começar uma jornada em que não terminei ainda, mas ainda espero terminar esse ano, passar no vestibular de Direito.

Hoje faço filosofia na Ueap, a única certeza, profissionalmente, que eu tenho é que terei um nível superior.

O incrível é que sempre tiramos ensinamentos de cada estágio de nossa vida, mas sempre pensamos e julgamos que as coisas não estão bem, sempre precisamos mudar algo, por mais que as coisas estejam indo tudo muito bem, mas o pior de tudo é que em muita dessas mudanças acabamos nos dando mal.

O meu jeito de te amar

Catedral


"Não me diga Adeus
Nosso Amor não cabe em um Adeus,
Quem sabe até lá,
Você sabe onde me encontrar"

Nós versus eles.


Isso sempre acontece comigo, estive falando de algo em uma postagem anterior, mas detalhadamente sobre o Ser ou não ser, e lendo a um livro hoje de manhã, vi que já haviam pessoas que tocavam na mesma linha de raciocínio que eu, e existe um ramo na sociológia que estuda sobre isso que abordei e é denominada "consciência coletiva" na qual diz que todos os nosso hábitos estão intercalados aos pensamentos de outras pessoas, por exemplo, usarei o mesmo que o autor : se estás em um grupo onde as pessoas se cuidam, ou leem livros sobre determinados assuntos, você estará predisposto a fazer as mesmas coisas desse grupo, e se tentarmos modificar isso estaremos entrando na "sombra" o chamado "Nós versus eles", Carl Gustav Jung, fundador da psicologo analitica, caracteriza isso de "inconsciente coletivo" - particularmente prefiro acreditar no "incosciente coletivo" de Jung.

Uma outra coisa que é interessante, e que é obvio, é claro se pararmos para pensar profundamente, estamos ligados aos outros por uma linha invisível que nos amarra de uma certa forma ao pensamento do outrem, porém isso tudo só é possivel justamente por uma molécula chamada DNA, e que faz com que esse processo seja mais notadamente entre pessoas de laços mais próximos, não eximindo uma outra pessoa distante de que isso possa acontecer, até mesmo porque somos seres de mesmas origens: Homo Sapienses.

Relacionado a espécie, tem uma outra coisa interessante que ao ler consegui compreender - mas infelizmente o autor levou para uma outra leitura - existe no cerébro humano, uma grande parte chamada córtex, que nos permite discernir; o amor e à compaixão e a religião nasceu no córtex, junto com o conceito de céu e inferno, fazendo uma comparação com o Neandertal essa parte do cérebro é bem maior do que o do Sapienses, no entanto o Neandertal não conseguiu nem se quer diminuir o tamanho de sua lança em contrapartida o Sapienses conseguiu aprimorar a escrita e a matemática, ai fica a questão, quanto mais os homens se prendem a essas faculdades:compaixão, religião, Deus... o quão será que eles conseguirão evoluir?

É claro que o autor não levou para esse viés, infelizmente, mas na minha humilde concepção o ser humano que se prende a esses preceitos estarão fadados a viver sem que possam evoluir psicologicamente, existe uma coisa que é muito fácil de compreender, porém poucos abrem os olhos, que é o contrário, e o contrário não necessáriamente tem que ser ruim, e sim temos que analisar de forma suscinta, que inclusive Aristotéles diz que o ser ético por natureza é aquele que consegue conviver paulatinamente com os contrários, não sendo nem muito bom nem muito mal.

E por fim, cheguei a uma conclusão, que na verdade já havia identificado-a, que não é ruim ser influenciado por diversas formas de pensar, e que seremos o ser nos outros, isso é uma coisa que nasceu a bilhões de anos atrás, quando o ser humano começou a evoluir, como diz Richard Dawkins - é o gene egoista que nos proporciona esse pensamento, e sempre irá nos fazer ser ( é claro que isso é uma interpretação pessoal de o "Gene Egoísta").

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Somos aquilo que queremos ser ou aquilo que pensamos ser?

Ser! Aquilo que não sabemos se somos.
Quantas vezes já paramos para pensar no que fazemos, e o porquê fazemos, se somos ou não somos um ser autêntico. Geralmente as respostas não veem de imidiato, mas logo quando recobramos a faculdade da razão, as vezes nem recobramos, conseguimos perceber que aquele quem fez, nada mais é do que o que pensamos ser, e o que pensamos ser, nem sempre é o que queremos ser. Então, na verdade, o que somos? Ou será que somos? Eis a questão!

Essa é uma pergunta secular, até Hamlet, o príncipe da Dinamarca - segurando a caveira de Yorick fez essa pergunta - na trama de Shakespeare, e tantos outros também já a fizeram, talvez nem inspirados no príncipe, mas mesmo assim a fez e tenho quase certeza de que você já parou para fazer essa mesma pergunta pelo menos uma, ou mais vezes.
Quase sempre todas as coisas que fazemos não somos os verdadeiros autores, mas o que importa é que somos motivados a fazer, e essa motivação quase sempre nos proporciona um estado de conforto, muitos nem sabem que aquilo não é natural do ser que eles são, se é que são algum, mas, os que sabem insistem em continuar fazendo algo que não são, talvez pelo conforto que proporciona, ou talvez não.

Mas dificilmente conseguimos ser 100% nós mesmos, temos que nos contentar em ser o que somos, seja lá o que somos, querer ser ou querer não ser é uma questão muito distante do universo humano, sempre somos condicionados a ser o que não somos, mesmo que inconcientemente, e tentar modificar isso é continuar não sendo nós mesmos.